PRÁTICA REGULAR DO FUTEBOL: O ALTO RENDIMENTO DESTE ESPORTE ESTÁ ASSOCIADO A DANOS GENÉTICOS?

Autores

  • Marcelo Trotte Motta Grupo de Fisioterapia e Pesquisa Cardiovascular da Faculdade Social da Bahia, Salvador, BA, Brasil. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brasil.
  • Filipe Ferrari Ribeiro de Lacerda Grupo de Fisioterapia e Pesquisa Cardiovascular da Faculdade Social da Bahia, Salvador, BA, Brasil.
  • Alan Carlos Nery dos Santos Grupo de Pesquisa Ciências da Saúde em Fisioterapia. Universidade Salvador - UNIFACS, Salvador, BA, Brasil.
  • Ana Marice Teixeira Ladeia Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, BA, Brasil.
  • Jefferson Petto rupo de Fisioterapia e Pesquisa Cardiovascular da Faculdade Social da Bahia, Salvador, BA, Brasil. Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Medicina e Saúde Humana da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, BA, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v7i1.1186

Palavras-chave:

Futebol, Dano ao DNA, Radicais Livres, Medicina Física e Reabilitação.

Resumo

Introdução: Estudos apontam que os exercícios físicos de intensidade moderada, especialmente os de endurance, têm efeito preventivo nas doenças cardiovasculares. Em contraposição, outros estudos mostram que o exercício quando praticado em alta intensidade induz à ocorrência de danos genéticos, os quais, por sua vez, associam-se ao processo de transformação maligna. Objetivo: Testar a hipótese de que atletas de futebol apresentam ocorrência de danos cromossômicos com maior aparecimento de micronúcleos, comparados com indivíduos sedentários ou praticantes de exercício físico não profissional. Métodos: A amostra analisada incluiu exclusivamente indivíduos do sexo masculino, de 18 a 38 anos, não fumantes, distribuídos em três grupos: Grupo I, formado por atletas de futebol, integrantes de um mesmo clube, submetidos à prática intensa de exercícios físicos; Grupo II, constituído por alunos da Universidade Estadual de Feira de Santana, matriculados no Programa de Exercício Físico do Laboratório de Atividade Física; e Grupo III, formado por indivíduos de hábitos sedentários. Resultados: Um total de 52.000 células foram analisadas. A análise das diferenças entre as médias de micronúcleos calculadas, feita com o uso da análise de variância, com um critério de classificação, não revelou diferença significante entre os grupo estudados (F2,49=0,11; p=0,88). Conclusão: Em conclusão, nosso estudo mostrou que a prática do futebol por atletas profissionais de alta intensidade não acarreta em danos ao DNA.

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Biografia do Autor

Marcelo Trotte Motta, Grupo de Fisioterapia e Pesquisa Cardiovascular da Faculdade Social da Bahia, Salvador, BA, Brasil. Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, Brasil.

Bacharel em Educação Física. Mestre em Biotecnologia. Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana e da Faculdade Social da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil.

Filipe Ferrari Ribeiro de Lacerda, Grupo de Fisioterapia e Pesquisa Cardiovascular da Faculdade Social da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

Bacharel em Educação Física pela Faculdade Social da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil.

Alan Carlos Nery dos Santos, Grupo de Pesquisa Ciências da Saúde em Fisioterapia. Universidade Salvador - UNIFACS, Salvador, BA, Brasil.

Fisioterapeuta. Mestre em Medicina e Saúde Humana. Professor na Universidade Salvador (UNIFACS), Salvador, Bahia, Brasil.

Ana Marice Teixeira Ladeia, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, BA, Brasil.

Médica. Doutora em Medicina e Saúde. Professora na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, Bahia, Brasil.

Jefferson Petto, rupo de Fisioterapia e Pesquisa Cardiovascular da Faculdade Social da Bahia, Salvador, BA, Brasil. Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Medicina e Saúde Humana da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, BA, Brasil.

Fisioterapeuta. Doutor em Medicina e Saúde Humana. Professor na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Humana. Presidente da Comissão Científica do Departamento de Fisioterapia da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Salvador, Bahia, Brasil.

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Publicado

2017-02-21

Como Citar

Motta, M. T., de Lacerda, F. F. R., dos Santos, A. C. N., Ladeia, A. M. T., & Petto, J. (2017). PRÁTICA REGULAR DO FUTEBOL: O ALTO RENDIMENTO DESTE ESPORTE ESTÁ ASSOCIADO A DANOS GENÉTICOS?. Revista Pesquisa Em Fisioterapia, 7(1), 36–45. https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v7i1.1186

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