Palmilhas de reprogramação postural na diminuição da pressão arterial e do desalinhamento postural em indivíduos hipertensos: ensaio clínico randomizado

Ana Lucia Barbosa Goes, Alana Santana Menezes Barbosa, Beatriz Guedes Ventura Araújo, Camila Barbosa de Castro, Géssica Marília de Oliveira Gazar Barbalho, Vinícius Cardoso Lago, Luis Agnaldo Pereira de Souza, Ana Marice Teixeira Ladeia

Resumo


OBJETIVO: Testar a hipótese que Palmilhas de Reprogramação Postural (PRP) melhoram a postura e podem modificar média e picos de pressão arterial (PA) em indivíduos hipertensos. DESENHO DE ESTUDO: ECR, registrado no Clinical Trials (NCT02401516), com 24 indivíduos hipertensos. CONFIGURAÇÃO: Todos foram submetidos à Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e avaliação da postura (SAPO) no início e após seis semanas. INTERVENÇÃO: grupo intervenção (GI) utilizou PRP e grupo controle (GC) SHAM. DESFECHO PRIMÁRIO: Médias da PA. DESFECHOS SECUNDÁRIOS: Picos de PA, durante vigília e sono e ângulo posturais. A melhora da postura ocorreu quando valores angulares diminuíram ou chegaram a zero. Para comparar a PA, foram utilizados os testes t de Student, pareado e não-pareado, com nível de significância de 5%. O tamanho do efeito (TDE) foi avaliado com D de Cohen. Para postura, Wilcoxon e Mann-Whitney. Variáveis categóricas, através do teste do Qui-quadrado. RESULTADOS: As variáveis de linha de base não diferiram entre grupos. Foram obtidos os seguintes deltas: pico da PAS em vigília (+9,3mmHgVs-7,5mmHg) (p<0,05, grande TDE); pico da PAS no sono (+2,3mmHgVs-6,8mmHg) (p<0,05, TDE moderado); e pico da PAD durante vigília (+3,2mmHgVs-4,7mmHg) (p<0,05, grande TDE), GC e GI respectivamente. Para os ângulos posturais, 33% da PAS foram explicados pelo deslocamento anterior do corpo. Para a PAD, 46% e 55%, pelos ângulos de Joelho e Tornozelo, respectivamente. CONCLUSÕES: A PRP reduziu picos de PAS e PAD durante vigília, sem efeito na média da PA. Embora PRP não tenha mostrado melhora na postura geral, o deslocamento anterior do corpo e os ângulos de joelho e tornozelo explicaram 33-55% da PA mais alta.


Palavras-chave


Hipertensão arterial. Palmilhas. Pressão arterial. Postura.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v10i3.3164

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Direitos autorais 2020 Ana Lucia Barbosa Goes, Alana Santana Menezes Barbosa, Beatriz Guedes Ventura Araújo, Camila Barbosa de Castro, Géssica Marília de Oliveira Gazar Barbalho, Vinícius Cardoso Lago, Luis Agnaldo Pereira de Souza, Ana Marice Teixeira Ladeia

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Revista Pesquisa em Fisioterapia | ISSN: 2238-2704

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