Segurança na aplicação da eletroestimulação neuromuscular no doente crítico: estudo piloto

Autores

  • Daniela de Souza Pinto http://orcid.org/0000-0001-6789-4369
  • Helder Brito Duarte Fisioterapeuta Intensivista em Hospital da Cidade Fisioterapeuta Intensivista em Hospital da Mulher http://orcid.org/0000-0002-4656-750X
  • Camila de Almeida Costta
  • Jorge Luis Motta dos Anjos
  • Ludmilla Campos Gaspar
  • Reinaldo Luz Melo
  • Camilla de Souza Menezes

DOI:

https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v9i4.2498

Palavras-chave:

Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea. Metabolismo energético. Mobilização precoce. Unidades de Terapia Intensiva.

Resumo

INTRODUÇÃO: A Neuromuscular Electrical Stimulation (NMES) é um importante aliado do paciente crítico, favorecendo contrações ativas mesmo em estado que requer imobilidade.

OBJETIVO: Verificar a segurança da aplicação da NMES em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de um hospital público da cidade de Salvador. MÉTODO: Trata-se de estudo piloto, de intervenção. Os dados foram coletados no período de fevereiro a junho de 2018, com amostra por conveniência em uma população de pacientes críticos intubados e em uso de vasopressores. Foi aplicada uma única sessão de 45 minutos de NMES em ambos os quadríceps (músculo reto femoral e vasto lateral), sendo coletados os seguintes dados hemodinâmicos 5 minutos antes da aplicação e logo após a terapêutica: frequência cardíaca, pressão arterial sistólica, diastólica e média; e frequência respiratória. Estes dados foram avaliados seguindo recomendações de segurança já descritas previamente. Para análise estatística, as variáveis foram descritas através de médias e desvio-padrão, mediana e intervalo interquartílico e percentuais obtidos nas variáveis do estudo. A distribuição dos dados foi avaliada pelo teste Shapiro-Wilk, e os testes Mann Whitney e T de student foram utilizados. RESULTADOS: A amostra foi composta por 8 pacientes sendo 1 excluído. Destes, 85,7% era do sexo feminino, sendo o diagnóstico clínico de Sepse evoluindo para choque em 85,7%, média da idade de 61±9,5 anos e APACHE II de 29±5,5. Não foram evidenciadas diferenças estatísticas em relação aos dados hemodinâmicos coletados pré e pós eletroestimulação. Estes dados são semelhantes aos resultados encontrados por outros autores em populações sem uso de vasopressores. CONCLUSÃO: É possível sugerir que a aplicação da NMES no doente crítico em uso de vasopressores é uma técnica segura e viável desde que respeitando os limites estabelecidos e parâmetros corretos baseados em evidências.

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Publicado

2019-11-21

Como Citar

Pinto, D. de S., Duarte, H. B., Costta, C. de A., dos Anjos, J. L. M., Gaspar, L. C., Melo, R. L., & Menezes, C. de S. (2019). Segurança na aplicação da eletroestimulação neuromuscular no doente crítico: estudo piloto. Revista Pesquisa Em Fisioterapia, 9(4), 464–469. https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v9i4.2498

Edição

Seção

Artigos Originais

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