SÍNDROME DE BURNOUT EM FISIOTERAPEUTAS INTENSIVISTAS

Camila Porto Nascimento, Karla Cavalcante Silva de Morais, Vanessa Cruz Miranda, Juliana Barros Ferreira

Resumo


Introdução: A Síndrome de Burnout é um distúrbio psiquiátrico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental, com íntima associação à atividade profissional. As Unidades de Terapia Intensiva encontram-se dentro do contexto de risco à saúde ocupacional, por se tratarem de ambientes fechados, possuírem rotinas de trabalho exigentes e desgastantes, que envolvem rotineiramente questões éticas e tomada de decisões difíceis, além do permanente convívio com o sofrimento e morte. Esses fatores abrem portas para patologias ligadas ao estresse, passando a haver uma preocupação com a qualidade de vida dos profissionais que atuam nessas unidades. Objetivo: Avaliar a presença de aspectos relacionados a Síndrome de Burnout em fisioterapeutas intensivistas de Vitória da Conquista-BA e correlacionar com sua qualidade de vida. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, analítico, com delineamento transversal e abordagem quantitativa, teve como amostra 25 profissionais, composta por Fisioterapeutas atuantes nas Unidades de Terapia Intensiva adulto de Vitória da Conquista- BA. Foi utilizado dois questionários autoaplicáveis para avaliar a presença de aspectos relacionados à Síndrome de Burnout e a Qualidade de Vida. Resultados: Observou-se a prevalência de Burnout em apenas um profissional dos que participaram do estudo (4%) e outros quatro apresentaram alto risco de desenvolvê-la (16%). Observou-se também que a maioria dos fisioterapeutas estão com a qualidade de vida boa na maior parte dos domínios do WOQOL-bref. Ao correlacionar os aspectos da Síndrome de Burnout com a Qualidade de Vida pôde-se observar uma correlação negativa estatisticamente significativa a 1% entre a Qualidade de Vida no domínio físico e a despersonalização (r=-0,53). Notou-se também ao nível de 10%, correlações positivas entre o domínio físico e realização profissional (r=0,39), e que há correlação negativa entre o domínio psicológico e despersonalização (r=-0,34), para este mesmo nível de significância. Conclusão: Embora os fisioterapeutas que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva estejam expostos a fatores de risco, não foi observado elevados níveis de Burnout. Destaca-se também, que uma parcela de profissionais apresentou alto risco de desenvolvê-la, constituindo-se como alerta, já que, se não forem implementadas medidas preventivas, estes profissionais poderão vir a desenvolver a síndrome.


Palavras-chave


Burnout. Esgotamento profissional. Fisioterapeutas. Qualidade de vida

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DOI: http://dx.doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v7i2.1302

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Revista Pesquisa em Fisioterapia | ISSN: 2238-2704

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