Prevalência de diagnósticos de enfermagem em trabalhadores da indústria de petróleo na Bahia, Brasil

Autores

  • Lilian Monteiro Ferrari Viterbo UFP Energy, Environment and Health Research Unit (FP-ENAS), University Fernando Pessoa, 4249-004 Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0002-3050-9428
  • Ingrid Bonfim Silva Federal University of Bahia, School of Nursing, 40110-907 Bahia, Brazil
  • Jamile Santos Ferreira Leite Federal University of Bahia, School of Nursing, 40110-907 Bahia, Brazil
  • Diogo Guedes Vidal Unidade de Investigação UFP em Energia, Ambiente e Saúde (FP-ENAS) - Universidade Fernando Pessoa http://orcid.org/0000-0002-2777-2372
  • Andreia de Moura Digital Human-Environment Interaction Lab (HEI-Lab), Lusófona University of Porto (ULP), 4000-098 Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0003-4836-3794
  • Maria Alzira Pimenta Dinis UFP Energy, Environment and Health Research Unit (FP-ENAS), University Fernando Pessoa, 4249-004 Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0002-2198-6740

DOI:

https://doi.org/10.17267/2317-3378rec.v9i2.2626

Palavras-chave:

Enfermagem. Saúde Ocupacional. Terminologia Padronizada de Enfermagem.

Resumo

OBJETIVO: descrever a prevalência de diagnóstico de enfermagem e analisar diferenças entre os grupos segundo o indicador criado a partir dos diagnósticos e intervenção da CIPE® relativas à satisfação do trabalho. MÉTODO: 869 trabalhadores participaram das avaliações de saúde ocupacional de uma indústria petrolífera com enfermeiros, utilizando um formulário de coleta de dados para apoiar o raciocínio clínico na definição de diagnóstico e intervenção, com CIPE®. Os dados coletados foram agrupados em cinco indicadores: aspectos alimentares, relações interpessoais, saúde física, comportamentos de saúde e condições de trabalho. RESULTADOS: foram mapeados 13 tipos de diagnósticos e 18 intervenções, sendo os mais prevalentes "satisfação no trabalho" (85,0 %) e  "promover técnicas saudáveis de relacionamento e comunicação" (76,3 %), respectivamente. O teste t foi utilizado para comparar os escores dos cinco indicadores entre os grupos. O "satisfeito no trabalho", revelou melhores relações interpessoais (p < 0,001). O grupo interveio com a iniciativa "promover técnicas saudáveis de relacionamento e comunicação e incentivar relações saudáveis"," demonstra melhores relações interpessoais (p < 0,01) e melhor saúde física (p < 0,05). As melhores condições de trabalho (p < 0,01) foram identificadas no grupo sujeito a "outras intervenções". CONCLUSÃO: O desempenho estruturado do enfermeiro na área da saúde do trabalhador possibilita o desenvolvimento de estratégias voltadas à implementação de melhorias nos aspectos organizacionais do trabalho de enfermagem.

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Biografia do Autor

Lilian Monteiro Ferrari Viterbo, UFP Energy, Environment and Health Research Unit (FP-ENAS), University Fernando Pessoa, 4249-004 Porto, Portugal

Graduada em Enfermagem (2000), com Mestrado em Tecnologias em Saúde (2017) pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Brasil. Doutoranda em Ecologia e Saúde Ambiental pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal. Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Centro Educacional São Camilo, Brasil. Especialista em MBA em Gerência de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas, FGV, Brasil. Especialista em Ergonomia pela Universidade Federal Fluminense, UFF, Brasil. É professora da Universidade Petrobras. Atua na área de Saúde do Trabalhador, especialmente em Gestão em Saúde do Trabalhador, desenvolvendo programas de promoção e proteção da saúde, assim como ações para a recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho.

Ingrid Bonfim Silva, Federal University of Bahia, School of Nursing, 40110-907 Bahia, Brazil

Especialização em Enfermagem do Trabalho pelo Instituto Atualiza Cursos

Jamile Santos Ferreira Leite, Federal University of Bahia, School of Nursing, 40110-907 Bahia, Brazil

Especialização em Enfermagem do Trabalho pelo Instituto Atualiza Cursos

Diogo Guedes Vidal, Unidade de Investigação UFP em Energia, Ambiente e Saúde (FP-ENAS) - Universidade Fernando Pessoa

Diogo Guedes Vidal holds a Degree (2014) and a Master Degree (2016) in Sociology (specialized in Sociology of Territory and City) from the University of Porto, Portugal. He starts his professional activity during the development of his master research as collaborator in a research project at Institute of Sociology of the University of Porto. Between September 2016 and January 2017 he had been sociologist in a market research company. Since 2017 he is research fellow at UFP Energy, Environment and Health Research Unit of University Fernando Pessoa where he is PhD student in Ecology and Environmental Health. Since 2018 he is research collaborator at Bahiana School of Medicine and Public Health. Since 2019 he is researcher at REPORT(H)A - Portuguese network dedicated to Environmental History.

Maria Alzira Pimenta Dinis, UFP Energy, Environment and Health Research Unit (FP-ENAS), University Fernando Pessoa, 4249-004 Porto, Portugal

Maria Alzira Pimenta Dinis, PhD, MSc ((http://orcid.org/0000-0002-2198-6740 / https://www.cienciavitae.pt/4710-147D-FDAF) is Assistant Professor at the Faculty of Science and Technology (http://fct.ufp.pt/en/), University Fernando Pessoa (http://www.ufp.pt/), Porto, Portugal. She obtained the PhD degree in Earth Sciences (2010) at the Faculty of Science and Technology, University Fernando Pessoa, Portugal. She is an investigator at FP-ENAS, UFP Energy, Environment and Health Research Unit (http://fp.enas.ufp.pt). Main research domains: Earth Sciences, Environmental Engineering, Probability and Statistics. 2019-Present: Editorial Advisory Board Member, Energy Sources, Part A: Recovery, Utilization, and Environmental Effects, Taylor & Francis (https://www.tandfonline.com/toc/ueso20/current)

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Publicado

2020-07-15

Como Citar

Viterbo, L. M. F., Silva, I. B., Leite, J. S. F., Vidal, D. G., Moura, A. de, & Dinis, M. A. P. (2020). Prevalência de diagnósticos de enfermagem em trabalhadores da indústria de petróleo na Bahia, Brasil. Revista Enfermagem Contemporânea, 9(2), 149–159. https://doi.org/10.17267/2317-3378rec.v9i2.2626

Edição

Seção

Artigos Originais