Relação entre a posição Canguru e a estabilidade fisiológica e equilíbrio sono-vigília de recém-nascidos prematuros na UTIN e percepção materna

Karine Souza Andrade Nisi, Marimar Goretti Andreazza, Evellin de Oliveira Gomes, Palmira Donda Soares, Arlete Ana Motter

Resumo


INTRODUÇÃO: A posição canguru é uma estratégia do Método Canguru que aproxima as mães de seus filhos, promovendo estabilidade fisiológica. OBJETIVO: Analisar a estabilidade fisiológica e equilíbrio sono-vigília dos RNPTs de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) em um hospital público universitário, bem como a percepção materna quanto a posição canguru. MÉTODO: Estudo observacional com análise de resultados qualitativos e quantitativos. Desenvolveu-se entre julho a dezembro de 2017 na UTIN.  Os dados foram coletados dos prontuários dos RNs. Os parâmetros fisiológicos e estado comportamental de escala sono vigília, antes e após 50 minutos na posição canguru. E as mães responderam à 10 perguntas abertas quanto a seus sentimentos no contato pele a pele. RESULTADOS: Foram incluídos 18 recém-nascidos e 10 mães responderam a entrevista. Os RNs mantiveram a frequência cardíaca (p=0,28) e saturação periférica de oxigênio (p=0,77) nos limites da normalidade, a temperatura corporal apresentou diferença estatisticamente significante (p=0,01) variando entre 36,5 e 36,7o. Os RNs mudaram o estado comportamental e as mães perceberam estas mudanças durante a realização da posição canguru e se sentiram mais próximas dele por meio do contato pele a pele. CONCLUSÃO: Os recém-nascidos posicionados em canguru no tórax de suas mães mantiveram seus dados fisiológicos estáveis e a temperatura corporal dos mesmos apresentou pequeno acréscimo dentro da normalidade, mostrando ser seguro estar na posição canguru. As mães perceberam que tal ato as aproximou de seus filhos despertando sentimentos positivos de alegria, emoção e amor, indo ao encontro do que é preconizado pelo Método Canguru.

Palavras-chave


Método Canguru. Modalidades de fisioterapia. Recém-nascido. UTI Neonatal.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v10i4.3276

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