Um relato de caso sobre exercício físico e Diabetes Mellitus Tipo II: ainda podemos nos surpreender?

Douglas Gibran Lobo do Espírito Santo Cerqueira, Marvyn de Santana do Sacramento, Viviane Rocha dos Santos, Tailma Costa de Jesus, Igor Macedo de Oliveira, Jefferson Petto Petto

Resumo


INTRODUÇÃO: O Diabetes mellitus tipo 2(DM2) é fator de risco independente para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O exercício físico é uma terapêutica adjuvante e eficaz no controle do DM2, pois evita o declínio funcional, complicações cardiovasculares e melhora a qualidade de vida. OBJETIVO: Apresentar a repercussão de um programa de reabilitação cardiovascular e metabólica sobre o controle glicêmico e capacidade funcional em uma paciente com DM2 e insuficiência cardíaca classe II. MÉTODOS: Trata-se de um relato de caso envolvendo uma mulher de 63 anos, irregularmente ativa, eutrófica, sarcopênica, hipertensa e com DM2 em uso de insulina (NPH e ultrarrápida) há 6 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca(IC) classe funcional II. Ingressa em programa de reabilitação cardiovascular e metabólica supervisionado. Realiza avaliação de perfil lipídico, hemoglobina glicada, teste de caminhada de 6 minutos (TC6), glicemia de jejum. Durante a sessão foi monitorizada a glicemia capilar, pressão arterial sistêmica (PAS) e o traçado eletrocardiográfico. O protocolo consistia em alongamento, exercícios neuromusculares e esteira ergométrica realizados com carga de 12-14 da escala de Borg. O programa durou 16 semanas, sendo realizado 2 vezes na semana totalizando 80 min por sessão. RESULTADOS: Houve acréscimo de 128,57% no TC6 (350 vs 800m). Os valores da hemoglobina glicada pré e pós-programa de treinamento foram 12%-vs-7,5%; glicemia de jejum 346mg/dL-vs-105mg/dL; colesterol total 158mg/dL-vs-108mg/dL; lipoproteína de baixa densidade(LDL) 95mg/dL-vs-58mg/dL; lipoproteína de alta densidade(HDL) 31mg/dL-vs-41mg/dL; triglicerídeos 115mg/dL-vs-97mg/dL e PA 185x95mmHg vs 139x85mmHg. Ao final do programa foi retirada a utilização da insulina subcutânea. CONCLUSÃO: O programa demonstrou-se adequado na melhora da capacidade funcional submáxima e no controle dos níveis glicêmicos e lipídicos plasmáticos.


Palavras-chave


Síndrome Metabólica. Reabilitação cardíaca. Glicemia. Qualidade de vida.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v10i2.2795

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