Impacto da capacidade funcional na mortalidade seis meses após alta em idosos internados em UTI

Julio David Nascimento da Rocha, Ludmilla Campos Gaspar, Yasmin Silva Gomes, Marilúcia Reis dos Santos, Gilmara Santos, Jorge Luis Motta dos Anjos

Resumo


INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um processo natural de redução progressiva da reserva funcional dos indivíduos e o fator que determina saúde dos idosos é a independência nas suas atividades habituais, que consiste em sua funcionalidade e quando acometidos por alguma enfermidade tendem a ter uma recuperação mais lenta, em comparação aos pacientes jovens, devido ao declínio funcional inerente ao processo de senescência, o que pode resultar em maior risco de morte. OBJETIVO: Avaliar o impacto da capacidade funcional  na mortalidade de idosos após seis meses de alta  da Unidade de Terapia Intensiva. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de coorte, ambispectivo, realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital público de grande porte, localizado na cidade de Salvador, Bahia em 2018. A amostra foi composta por pacientes idosos admitidos na UTI, com idade igual ou superior a 60 anos, onde foram aplicadas as Escalas de Mobilidade em UTI (EMU) e Estado Funcional (FSS) para avaliar a capacidade funcional no dia da alta da UTI e através de contato telefônico, foi observado a ocorrência de óbito após 6 meses da alta. Foram excluídos pacientes com instabilidade hemodinâmica, desordens congnitivas.  e aqueles onde houve impossibilidade de contato telefônico. Para análise estatística dos dados de variáveis contínuas foram avaliados com medidas de tendência central e dispersão, variáveis categóricas avaliadas com medidas de frequência e para relacionar a capacidade funcional e mortalidade foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney com o uso do software SPSS.  RESULTADOS: A amostra foi composta por 30 pacientes, sendo a maior parte composta por indivíduos do sexo masculino (60,0%), com média de idade 68,0(±6,7) anos, com perfil diagnóstico predominantemente clínico (70,0%), média de tempo de internamento de 3,2 (±1,8) dias, capacidade funcional aferida pela escala do estado funcional (FSS) da alta de 29,3(±8,5) e pela escala de mobilidade em UTI (EMU) da alta de 8,8 (± 2,6) . Dos pacientes inicialmente avaliados, 08 (21,1%) foram excluídos por impossibilidade de contato por telefônico após a alta, tendo completado o estudo com 30 pacientes, destes 11 (28,9%), evoluíram a óbito em até seis meses após a alta da UTI. Um dado que chama atenção é a taxa de mortalidade nos pacientes estudados, que chegou a 36,6% CONCLUSÃO: O status funcional, de pacientes idosos, no momento da alta da UTI está relacionado com uma maior taxa de mortalidade em seis meses após a alta da unidade de terapia intensiva.

Palavras-chave


Unidades de Terapia Intensiva. Mortalidade. Fisioterapia.

Texto completo:

PDF PDF (English)


DOI: http://dx.doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v9i3.2314

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2019 Julio David Nascimento da Rocha, Ludmilla Campos Gaspar, Yasmin Silva Gomes, Marilúcia Reis dos Santos, Gilmara Santos, Jorge Luis Motta dos Anjos

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

A RPF foi indexada e/ou catalogada nas seguintes bases de dados:

                                                  

 

Revista Pesquisa em Fisioterapia | ISSN: 2238-2704

Site atualizado em 28/02/2018

Licença Creative Commons