Desempenho da marcha e qualidade de vida nos sobreviventes de AVC: um estudo transversal

Autores

  • Camila Marinho 1Stroke Clinic of the Federal University of Bahia 2Bahiana School of Medicine and Public Health (EBMSP), Brazil
  • Maiana Monteiro 1Stroke Clinic of the Federal University of Bahia
  • Luciana Santos
  • Jamary Oliveira-Filho
  • Elen Beatriz Pinto

DOI:

https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v8i1.1777

Palavras-chave:

Qualidade de vida. Marcha. AVC. Capacidade funcional.

Resumo

INTRODUÇÃO: O acidente vascular cerebral é uma das principais causas de deficiências neurológicas no mundo, podendo levar a um amplo espectro de deficiências físicas, inclusive no desempenho da marcha. Essas anormalidades de marcha têm um impacto substancial nas atividades funcionais, no estilo de vida, bem como nas percepções do indivíduo sobre a funcionalidade da vida diária e bem-estar após o acidente vascular cerebral. OBJETIVO: Avaliar o desempenho da marcha, identificando quais os componentes da marcha associados à deterioração da qualidade de vida em sobreviventes de AVC. MÉTODOS: Indivíduos com marcha independente após um acidente vascular cerebral, com ou sem o uso de ajudas para caminhar, como muletas ou bastões, foram incluídos no estudo. Os dados sócio-demográficos e clínicos foram gravados, em seguida, foram avaliados alguns testes, com o teste de caminhada de 6 minutos (TC6M), teste de caminhada de 10 metros (TC10M), Timed Up & Go (TUG) , Índice de Barthel modificado (IBM), National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) e European Quality of Life - 5 dimensões (EQ-5D). Um modelo de regressão logística multivariada Stepwise avaliou preditores de qualidade de vida comprometida. RESULTADOS: Foram incluídos 124 indivíduos com idade média de 66 anos e mediana de NIHSS de 3 pontos. A média de EQ-5D foi de 0,44 (DP 0,38) e 91 indivíduos (73%) tiveram qualidade de vida comprometida. Houve uma correlação positiva entre o TC6 e o EQ-5D (r = 0,48, p <0,001). O aumento da idade, capacidade funcional, TC6, TC 10MW, gravidade do AVC e sexo feminino foram associados com comprometimento da QV (p <0,05). Na análise multivariada, TC6M (aumento de OR 0,94 por 10m, p = 0,046), capacidade funcional (OR 0,66, p = 0,022) e idade (OR 0,54 por aumento de 10 anos, p = 0,002) estiveram associados com qualidade de vida comprometida. CONCLUSÃO: A distância percorrida no TC6M foi o aspecto de marcha mais forte associado independentemente com a qualidade de vida em indivíduos com moradia comunitária com marcha independente após um acidente vascular cerebral.

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Biografia do Autor

Camila Marinho, 1Stroke Clinic of the Federal University of Bahia 2Bahiana School of Medicine and Public Health (EBMSP), Brazil

Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal da Bahia

Maiana Monteiro, 1Stroke Clinic of the Federal University of Bahia

Mestrado em Ciências da Saúde (2013) pela Universidade Federal da Bahia

Jamary Oliveira-Filho

Doutorado em Neurologia pela Universidade de São Paulo (2001)

Mestrado em Epidemiologia pela Harvard School of Public Health (2014)

Elen Beatriz Pinto

Mestrado em Medicina e Saúde (2008)

Doutorado em Ciências da Saúde (2012) pela Universidade Federal da Bahia

Publicado

2018-09-17

Como Citar

Marinho, C., Monteiro, M., Santos, L., Oliveira-Filho, J., & Pinto, E. B. (2018). Desempenho da marcha e qualidade de vida nos sobreviventes de AVC: um estudo transversal. Revista Pesquisa Em Fisioterapia, 8(1), 79–87. https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v8i1.1777

Edição

Seção

Artigos Originais

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