AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO SEXUAL EM PRIMÍPARAS APÓS PARTO VAGINAL E NULIGESTAS

Autores

  • Lorena Carneiro Macêdo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira
  • Hellen Batista de Carvalho
  • Suyane Waneide Macêdo de Medeiros
  • Andressa Maria Bezerra dos Santos
  • Leila Katz
  • Melania Maria Ramos de Amorim

DOI:

https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v7i1.1241

Palavras-chave:

Período pós-parto, Assoalho pélvico, Episiotomia

Resumo

Introdução: a gestação e o parto podem prejudicar a função dos músculos do assoalho pélvico (MAP) e influenciar na função sexual após o parto Objetivo: avaliar a função sexual em primíparas pós-parto vaginal e em nuligestas. Materiais e Métodos: estudo transversal descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UEPB (CAAE44775015.1.0000.5175) realizado com 36 mulheres, faixa etária de 18 a 35 anos, sendo primíparas pós-parto vaginal com episiotomia (n=12), sem episiotomia (n=12) e mulheres nuligestas (n=12). Foram verificadas características biológicas, sociodemográficas e avaliada a função sexual através do Female Sexual Function Index (FSFI). As primíparas responderam ao questionário três meses após o parto e o mesmo questionário foi respondido pelas nuligestas. Resultados: as mulheres com episiotomia, sem episiotomia e nuligestas apresentaram média de 21,41±4,56; 20,16±4,60 e 26,3±4,16 anos de idade, média de 14,66±2,42; 14,81±2,44 e 18,83±1,80 anos estudados, e frequência de dispareunia de 66,66% (n=8); 50%(n=6) e 0%(n=0), respectivamente. Em relação à função sexual, ao comparar os três grupos da pesquisa, foi encontrado um menor escore de desejo nas primíparas com episiotomia e o grupo sem episiotomia apresentou menos excitação, menos lubrificação, menos orgasmos e uma pior satisfação sexual, quando comparado aos outros grupos. Quanto a variável dor as primíparas com episiotomia apresentaram os piores escores. Conclusão: no grupo de primíparas com episiotomia, foi encontrada maior frequência de dispareunia, índices mais baixos de desejo e as primíparas sem episiotomia apresentaram menos excitação, menos lubrificação, menos orgasmos e uma pior satisfação sexual.

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Biografia do Autor

Lorena Carneiro Macêdo, Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira

Mestre em Saúde Materno Infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP); Docente do curso de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Pesquisadora pelo Instituto de Pesquisa Prof. Joaquim Amorim Neto (IPESQ)

Hellen Batista de Carvalho

Mestre em Saúde Materno Infantil pelo IMIP e Pesquisadora pelo Instituto de Pesquisa Prof. Joaquim Amorim Neto (IPESQ)

Suyane Waneide Macêdo de Medeiros

Discente do curso de fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

Andressa Maria Bezerra dos Santos

Discente do curso de fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

Leila Katz

Doutora em Tocoginecologia pela Universidade de Campinas (UNICAMP); Docente da Pós-graduação em Saúde Materno Infantil do IMIP e Pesquisadora pelo Instituto de Pesquisa Prof. Joaquim Amorim Neto (IPESQ)

Melania Maria Ramos de Amorim

Doutora em Tocoginecologia pela Universidade de Campinas (UNICAMP); Docente da Pós-graduação em Saúde Materno Infantil do IMIP e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Pesquisadora pelo Instituto de Pesquisa Prof. Joaquim Amorim Neto (IPESQ)

Publicado

2017-02-21

Como Citar

Macêdo, L. C., de Carvalho, H. B., Macêdo de Medeiros, S. W., Bezerra dos Santos, A. M., Katz, L., & Ramos de Amorim, M. M. (2017). AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO SEXUAL EM PRIMÍPARAS APÓS PARTO VAGINAL E NULIGESTAS. Revista Pesquisa Em Fisioterapia, 7(1), 24–29. https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v7i1.1241

Edição

Seção

Artigos Originais

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