Perfil clínico e demográfico dos recém-nascidos internados em uma unidade neonatal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17267/2317-3378rec.2022.e4655

Palavras-chave:

Recém-Nascido, Maternidade, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Resumo

OBJETIVO: Caracterizar o perfil clínico demográfico dos recém-nascidos de uma Unidade Neonatal em uma maternidade pública. MÉTODO: Estudo descritivo, retrospectivo, transversal. Os participantes foram os recém-nascidos e suas respectivas mães, de uma maternidade pública em Santa Catarina, em 2019. Os dados foram obtidos nos prontuários eletrônicos, organizados em planilha e analisados por meio da estatística descritiva. RESULTADOS: Foram analisados 681 prontuários de recém-nascidos. Destes, 182 foram transferidos para outra instituição, e 31 foram a óbito, sendo excluídos, totalizando 468 recém-nascidos e suas respectivas mães. Prevaleceram mães com 20 a 34 anos, 301 (64,3%), ensino médio completo, 199 (42,5%), 6 a 10 consultas de pré-natal, 241(51,5%). Os recém-nascidos eram na maioria do sexo masculino, 244 (52,1%), a termo 258 (55,1%), e com o peso adequado, 243 (59,1%). Os principais motivos de internação: prematuridade, 200 (42,7%), desconforto respiratório, 135 (28,8%), e infecção neonatal, 185 (39,5%). CONCLUSÕES: Este estudo identificou o perfil dos recém-nascidos de uma unidade neonatal e de suas mães. Conhecer este perfil pode fortalecer ações do enfermeiro para o cuidado materno-infantil durante o planejamento familiar, pré-natal, parto e pós-nascimento, contribuindo para a redução da morbimortalidade materna e infantil, que constitui um grande problema de saúde pública.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

(1) Freitas MCN, Sousa AOB, Oliveira Cabral SAA, Alencar MCB, Guedes MSSE, Oliveira GF. Caracterização dos Recém-Nascidos Internados em Unidades de Terapia Intensiva. Id on Line Rev. Mult. Psic. 2018;12(40):228-42. https://doi.org/10.14295/idonline.v12i40.1110

(2) Bernardino FBS, Gonçalves TM, Pereira TID, Xavier JS, Freitas BHBM, Gaíva MAM. Trends in neonatal mortality in Brazil from 2007 to 2017. Ciênc. Saúde Colet. 2022;27(2):567-78. https://doi.org/10.1590/1413-81232022272.41192020

(3) Ministério da Saúde (Brasil), Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico Vol.52 - Nº 37: Mortalidade infantil no Brasil [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2021. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2021/boletim_epidemiologico_svs_37_v2.pdf/view

(4) Barreto ESS, Oliveira JS, Araújo AJS, Queiroz PES, Schulz RS. Reduction of maternal mortality and the nurse’s acting. Rev Enf Contemp. 2018;7(1):20-6. https://doi.org/10.17267/2317-3378rec.v7i1.1370

(5) Jesus DS, Rocha FMD, Winkelstroter L, Pinheiro SS. Assistance against infractions in primary care as an instrument to reduce maternal mortality. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro. 2021;3:1-22. Available from: https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2021/696_assistencia_de_enfermagem_na_atencao_primaria_como_instrumento_de_redu.pdf

(6) World Health Organization. Infant mortality rate (between birth and 11 months per 1000 live births) [Internet]. Available from: https://www.who.int/data/gho/data/indicators/indicator-details/GHO/infant-mortality-rate-(probability-of-dying-between-birth-and-age-1-per-1000-live-births)

(7) Moura BLA, Alencar GP, Silva ZP, Almeida MF. Factors associated with hospitalization and neonatal mortality in a cohort of newborns from the Unified Health System in São Paulo. Rev. bras. epidemiol. 2020;23:e200088. https://doi.org/10.1590/1980-549720200088

(8) Sávio JM, Santos CMS, Souza RL, Tomasi CD. Clinical profile of newborns admitted on a South catarinense ICU. Revista Inova Saúde. 2016;5(1):117-28. http://dx.doi.org/10.18616/is.v5i1.1915.117-128

(9) Naidon AM, Neves ET, Silveira A, Ribeiro CF. Gestation, delivery, birth and hospitalization of newborns in neonatal intensive therapy: mother’s report. Texto Contexto Enfermagem. 2018;27(2):e5750016. https://doi.org/10.1590/0104-070720180005750016

(10) Silva LJ, Leite JL, Silva TP, Silva IR, Mourão PP, Gomes TM. Management challenges for best practices of the Kangaroo Method in the Neonatal ICU. Rev Bras Enferm. 2018;71(suppl 6):2783-91. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0428

(11) Bezerra Segundo WG, Barros RMO, Camelo NMM, Martins AEBV, Ramos HDN, Almeida CVB. A Importância das Unidades de Terapia Intensiva (UTIN) e de Cuidados Intermediários Neonatal (UCIN) para Recém-Nascidos Prematuros. Rev. Nova Esperança. 2018;16(2):85-90. https://doi.org/10.17695/issn.2317-7160.v16n2a2018p85-90

(12) Cardoso DJS, Schumacher B. Epidemiological characteristics of neonatal admissions in a public maternity. Rev. enferm. UFPI [Internet]. 2017;6(4):28-32. Available from: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1033955

(13) Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Maternidade Darcy Vargas. Joinville, 2020. Available from: https://www.mdv.saude.sc.gov.br/

(14) Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Caderno de Atenção à Saúde da criança recém-nascido de risco [Internet]. Available from: https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-07/pdf1.pdf

(15) Resolução no 466, de 12 de dezembro de 2012 (Brasil). Resolve aprovar diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. [Internet]. Diário Oficial da União. 2012. Available from: https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf

(16) Oliveira ALCB, Lopes BA, Costa GR, Costa AA, Moraes LMV, Maia JM, et al. Maternal and newborn characteristics admitted in na neonatal intensive care unit. Revista Enfermagem Atual In Derme. 2020;93(31):e-020022. https://doi.org/10.31011/reaid-2020-v.93-n.31-art.703

(17) Preciado LML, Domínguez MCP, Morales JLF, Calle KC, Campo MNC, Castro DPC. Clinical profile of patients with gestational diabetes and incidence of neonatal complications in a Colombian maternal-fetal reference center. Rev. chil. obstet. ginecol. 2020;85(3):210-20. http://dx.doi.org/10.4067/S0717-75262020000300210

(18) Oliveira LP, Araujo RMA, Rodrigues MD. Unirary tract in pregnancy and its repercussions for the newborn: an integrative review. REAEnf. 2021;11:e7612. https://doi.org/10.25248/reaenf.e7612.2021

(19) Tavares TS, Duarte ED, Silva BCN, Paula CM, Queiroz MPM, Sena RR. Profile characterization of children discharged from neonatal units presenting chronic conditions. R. Enferm. Cent. O. Min [Internet]. 2014;4(3):1322-35 Available from: http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/view/802

(20) Viera OA, Rendon MT, Apaza DH. Perinatal outcome of newborns with low Apgar score, at the Hospital Hipólito Unanue Tacna-Peru, 2002-2016. Rev Peru Ginecol Obstet. 2019;65(1):21-6. http://dx.doi.org/10.31403/rpgo.v65i2147

(21) Leite PFP, Freire AIMM, Ribeiro SPA, Cabral LN, Guilherme JP. Breastfeeding incidence at discharge of the third stage of the kangaroo method of maternity Ana Braga. Revista de Ciências da Saúde da Amazônia. 2016;1:45-68. Available from: http://periodicos.uea.edu.br/index.php/cienciasdasaude/article/view/410

(22) Renfrew MJ, Dyson L, McCormick F, Misso K, Stenhouse E, King SE, et al. Breastfeeding promotion for infants in neonatal units: a systematic review. Child Care, Health Dev. 2010;36(2):165-178. https://doi.org/10.1111/j.1365-2214.2009.01018.x

(23) Levy B. Pesquisa revela dados inéditos sobre amamentação no Brasil [Internet]. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2021. Available from: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-revela-dados-ineditos-sobre-amamentacao-no-brasil

(24) Damian A, Waterkemper R, Paludo CA. Profile of neonates hospitalized at a neonatal intensive care unit: a cross-sectional study. Arq. Ciênc. Saúde. 2016;23(2):100-5. http://dx.doi.org/10.17696/2318-3691.23.2.2016.308

(25) Wei K-L, Yang Y-J, Yao Y-J, Du L-Z, Wang Q-H, Wang R-H, et al. Epidemiologic survey on hospitalized neonates in China. Transl Pediatr. 2012;1(1):15-22. https://doi.org/10.3978%2Fj.issn.2224-4336.2011.10.01

(26) Santos RP, Severo VRG, Kegler JJ, Jantsch LB, Cordeiro D, Neves ET. Characterization of children with special health care needs and caregivers in a teaching hospital. Cien Cuid Saude. 2020;19:e46724. https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v19i0.46724

(27) Kirchchoff BRB, Diogo PFT, Grigol AM, Mendes JS, Schultz LF. The experience of the Family caregiver of a child with tracheostomy at home. Rev Soc Bras Enferm Ped. 2020;20(1):6-12. http://dx.doi.org/10.31508/1676-3793202000002

(28) Alcântara KL, Brito LLMS, Costa DVS, Façanha APM, Ximenes LB, Dodt RCM. Family guidelines needed for a safe hospital of the premature newborn: integrative review. Rev enferm UFPE on line [Internet]. 2017;11(2):645-55. Available from: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11984

(29) Aires LCP, Santos EKA, Bruggemann OM, Backes MTS, Costa R. Reference and counter-reference health care system of infant discharged from neonatal unit: perceptions of primary care health professionals. Esc Anna Nery [Internet]. 2017;21(2):e20170028. Available from: https://www.scielo.br/j/ean/a/g3L54ypryzYyJNvPZzzVrkJ/abstract/?lang=pt

Publicado

2022-09-27

Como Citar

Gumboski, J., Silva, D. I. da, Henrique, L. U. C., & Schultz, L. F. (2022). Perfil clínico e demográfico dos recém-nascidos internados em uma unidade neonatal. Revista Enfermagem Contemporânea, 11, e4655. https://doi.org/10.17267/2317-3378rec.2022.e4655

Edição

Seção

Artigos Originais