Poeta-Opositor: estratégias de enfrentamento nas experiências de racismo cotidiano

Millen Carvalho Silva, Elena de Medeiros Batista

Resumo


A partir de notícias que anunciaram número de assassinatos por intervenção do Estado e óbitos presentes em maioria nos casos de Covid-19 no Brasil, inúmeros artistas disponibilizaram seus ritmos para denunciar o “pacto narcísico da branquitude” e suas engrenagens de silenciamento da violência, tortura e genocídio do povo preto. O presente artigo busca demonstrar a partir de uma perspectiva decolonial como as/os poetas pretas/os explicitam a reinvenção de corpos em meio ao luto cotidiano provocado pela necropolítica. Foram eleitos o “Instagram” e “Youtube” como território-pista, para que fossem analisados alguns dos poemas que compõem esse artigo. As poesias selecionadas foram as que apresentaram maior circulação no dia determinado. Concluímos que o poeta-opositor é um armado em disputa pelo sentido da vida. Suas rimas alcançam todos os cantos, são manifestações calorosas de contramemória, circulando por entre as corporificações que o fazem trafegar na atmosfera do mundo, produzindo subjetividade.


Palavras-chave


Poesia. Decolonial. Contramemória. Necropolítica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17267/2317-3394rpds.v9i2.2995

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Revista Psicologia, Diversidade e Saúde | ISSN: 2317-3394

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