Impacto da acessibilidade na adesão ao tratamento fisioterapêutico de pessoas convivendo com paraparesia espástica tropical: estudo qualitativo
DOI:
https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v11i4.4152Palavras-chave:
Acessibilidade, Adesão ao tratamento, HAM/TSP, Fisioterapia, Pesquisa qualitativaResumo
INTRODUÇÃO: A Paraparesia Espástica Tropical / Mielopatia Associada ao HTLV-1 (HAM/TSP) apresenta alterações crônico-degenerativas que comprometem os indivíduos nas atividades diárias, principalmente aquelas ligadas à locomoção. A acessibilidade é um parâmetro importante para a adesão à fisioterapia nestas pessoas. OBJETIVO: investigar o impacto da acessibilidade na adesão ao tratamento fisioterapêutico em pessoas infectadas pelo HTLV-1, com HAM/TSP. MÉTODO: estudo com abordagem qualitativa, com 38 participantes, maiores de 18 anos, com diagnóstico confirmado de HAM/TSP. Excluídos aqueles com dificuldade de compreensão dos questionamentos ou de comunicação. Para a coleta das informações, foram realizados 11 grupos focais e 12 entrevistas semiestruturadas. Os depoimentos foram gravados e depois transcritos. As informações foram sistematizadas pela análise do conteúdo temática-Categorial. RESULTADOS: Após as análises dos grupos focais e entrevistas, emergiram as seguintes categorias: dificuldade de acesso, dependência externa (climática/de acompanhante), dependência financeira e dependência de consultas médicas. CONCLUSÃO: A precariedade da infraestrutura e acessibilidade na cidade de Salvador, além da condição econômica, mudanças climáticas e dificuldades ao acesso do Sistema Único de Saúde, impactam diretamente na adesão ao tratamento fisioterapêutico. O não comparecimento à fisioterapia pode afetar a evolução do tratamento e a saúde dessa população.
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