Protocolo de estudo para comparar a influência do uso de contraceptivo injetável nos níveis de proteína C reativa e lipoproteína de baixa densidade oxidada
DOI:
https://doi.org/10.17267/2675-021Xevidence.2022.e3744Palavras-chave:
Contraceptivo Injetável, Proteina C-reativa, Lipoproteína de Baixa Densidade - OxidadaResumo
INTRODUÇÃO: Contraceptivos hormonais são amplamente utilizados em todo o mundo por mulheres para evitar gestação indesejada. Entretanto, pesquisadores sugerem que seu uso contínuo possa provocar efeitos colaterais, como em alteração no perfil lipídico e níveis de Proteína C-reativa (PCR), o que leva à inflamação subclínica e, consequentemente, maior risco cardiovascular. OBJETIVO: Testar a hipótese de que o uso contínuo de contraceptivo injetável (CI) altera os níveis de Proteína C reativa e Lipoproteína de Baixa Densidade – Oxidada de mulheres aparentemente saudáveis. MÉTODOS: Estudo observacional comparativo de corte transversal, que incluirá mulheres que usam e não usam contraceptivo injetável por pelo menos 6 meses. Serão recrutadas a partir de convites por redes sociais, convites em consultórios médicos e convites em unidades de atendimento em saúde. Serão coletados dados antropométricos e sanguíneos para análise dos critérios de exclusão e a coleta de sangue para mensurar a Proteína C-reativa (PCR) e a Lipoproteína de Baixa Densidade oxidada (LDL-ox). Para as voluntárias, serão apresentadas o Termo de consentimento livre e esclarecido. Foi realizado estudo piloto em que foi obtido 14 participantes e foi feito o cálculo de suficiência amostral para o desfecho primário PCR em que foi considerado um alfa de 0,05 e beta 0,80 para relação entre amostras 1:1 e assim foi estimado 82 participantes. Projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com CAAE: 37695620.5.0000.0042. RESULTADOS ESTIMADOS: Este estudo poderá sugerir um redirecionamento de tomadas de decisão de trabalhadores da saúde no tocante uso de contraceptivos a mulheres com risco cardiovascular.
Downloads
Referências
Armstrong C. ACOG guidelines on noncontraceptive uses of hormonal contraceptives. Am Fam Physician [Internet]. 2010;82(3):288–95. Available from: http://journals.lww.com/greenjournal/toc/2010/01000
World Health Organization. Medical eligibility criteria for contraceptive use [Internet]. Geneva: WHO; 2015. Available from: https://www.who.int/publications/i/item/9789241549158
Panisset K, Giordano MV, Giordano LA. Contracepção injetável trimestral. Femina [Internet]. 2015;43(suppl 1):27–30. Available from: http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2015/v43nsuppl1/a4852.pdf
Santos ACN, Petto J, Oliveira FTO, Diogo DP, Ladeia AMT. Proteína C Reativa em Usuárias de Contraceptivo Oral: Fatores Relacionados e Risco Cardiovascular. Int J Cardiovasc Sci [Internet]. 2016;29(4):320–5. Available from: http://www.onlineijcs.org/sumario/29/pdf/v29n4a10.pdf
Petto J, Pereira LS, Santos ACN, Giesta BA, Melo TA, ladeia AMT. Inflamação subclínica em mulheres que utilizam contraceptivo oral. Rev bras cardiol [Internet]. 2013;26(6):465–71. Available from: http://www.repositorio.bahiana.edu.br/jspui/handle/bahiana/184
Santos ACN, Petto J, Diogo DP, Seixas CR, Souza LH, Araújo WS, et al. Elevation of oxidized lipoprotein of low density in users of combined oral contraceptives. Arq Bras Cardiol. 2018;111(6):764–70. https://doi.org/10.5935/abc.20180194
Petto J, Vasques LMR, Pinheiro RL, Giesta BA, Santos ACN, Gomes Neto M, et al. Comparison of postprandial lipemia between women who are on oral contraceptive methods and those who are not. Arq Bras Cardiol. 2014;103(3):245–50. https://dx.doi.org/10.5935%2Fabc.20140080
Dianat S, Fox E, Ahrens KA, Upadhyay UD, Zlidar VM, Gallo MF, et al. Side Effects and Health Benefits of Depot Medroxyprogesterone Acetate: A Systematic Review. Obstet Gynecol. 2019;133(2):332–41. https://doi.org/10.1097/aog.0000000000003089
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Daniell Lima Muniz, Priscilla Araujo dos Santos, Juliane Santos Barbosa, Josias Melo Leite, Jefferson Petto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
The authors retain copyrights, transferring to the Journal of Evidence-Based Healthcare only the right of first publication. This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.