Artigo original

 

Escolha vocacional na adolescência: experiências e percepções sobre aconselhamento vocacional / Elección vocacional en la adolescencia:  experiencias y percepciones sobre el asesoramiento vocacional / Vocational choice in adolescence: experiences and perceptions of vocational counseling

 

Tubeldo Mocindo Guambe1 (https://orcid.org/0009-0001-6719-5688)

Alfredo Lino Nhabomba2 (https://orcid.org/0009-0009-2984-0496)

 

1Contato para correspondência. Universidade Eduardo Mondlane (Maputo). Moçambique. [email protected]

2Universidade Eduardo Mondlane (Maputo). Moçambique. [email protected]

 

RESUMO | INTRODUÇÃO: O aconselhamento vocacional é uma intervenção técnico-científica que visa auxiliar adolescentes, por meio de sessões individualizadas, a refletirem sobre suas características pessoais e contextuais, favorecendo escolhas de carreira alinhadas aos seus projetos de vida. OBJETIVO: Analisar as experiências dos adolescentes durante o processo de escolha vocacional e suas percepções sobre o aconselhamento vocacional. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa qualitativa. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas antes e depois do aconselhamento vocacional, com cinco adolescentes que cursavam o último ano do ensino secundário na Escola Secundária Eduardo Mondlane. Utilizou-se a análise temática para o tratamento dos dados. RESULTADOS: Foram identificadas experiências de insatisfação, indecisão, dúvidas, falta de autoconhecimento e incerteza entre os adolescentes no processo de escolha vocacional. Diante desses desafios, os adolescentes podem sustentar suas decisões no desempenho apresentado em disciplinas específicas da formação atual. Embora decisões nesses critérios possam gerar certo conformismo, os relatos indicam que ainda persiste um grau de insatisfação. Observou-se também que o aconselhamento vocacional é percebido como um processo eficaz para superar incertezas, medos e a escassez de autoconhecimento, além de favorecer a aprendizagem de novas habilidades e a tomada de decisões mais coerentes com os projetos de vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É fundamental que os orientadores estejam atentos às especificidades do adolescente e suas realidades sociais e contextuais. Os resultados deste estudo revelam a relevância do aconselhamento vocacional na adolescência e sugerem o desenvolvimento de pesquisas mais abrangentes sobre as complexidades e mecanismos envolvidos no processo de tomada de decisão vocacional nessa fase da vida.

 

PALAVRAS-CHAVE: Psicologia Vocacional. Adolescência. Escolha Vocacional. Aconselhamento Vocacional.

 

RESUMEN | INTRODUCCIÓN: El asesoramiento vocacional es una intervención técnico-científica que tiene como objetivo ayudar a los adolescentes, a través de sesiones individualizadas, a reflexionar sobre sus características personales y contextuales, favoreciendo elecciones profesionales alineadas con sus proyectos de vida. OBJETIVO: Analizar las experiencias de los adolescentes durante el proceso de elección vocacional y sus percepciones sobre el asesoramiento vocacional. METODOLOGÍA: Se trata de una investigación cualitativa. Los datos se recopilaron mediante entrevistas semiestructuradas realizadas antes y después del asesoramiento vocacional a cinco adolescentes que cursaban el último año de secundaria en Escola Secundária Eduardo Mondlane. Se utilizó el análisis temático para el tratamiento de los datos. RESULTADOS: Se identificaron experiencias de insatisfacción, indecisión, dudas, falta de autoconocimiento e incertidumbre entre los adolescentes en el proceso de elección vocacional. Ante estos desafíos, los adolescentes pueden basar sus decisiones en el rendimiento obtenido en disciplinas específicas de su formación actual. Aunque las decisiones basadas en estos criterios pueden generar cierto conformismo, los informes indican que sigue existiendo un grado de insatisfacción. También se observó que la orientación vocacional se percibe como un proceso eficaz para superar las incertidumbres, los miedos y la falta de autoconocimiento, además de favorecer el aprendizaje de nuevas habilidades y la toma de decisiones más coherentes con los proyectos de vida. CONSIDERACIONES FINALES: Es fundamental que los orientadores estén atentos a las particularidades de los adolescentes y a sus realidades sociales y contextuales. Los resultados de este estudio revelan la importancia de la orientación vocacional en la adolescencia y sugieren la necesidad de desarrollar investigaciones más exhaustivas sobre las complejidades y los mecanismos que intervienen en el proceso de toma de decisiones vocacionales en esta etapa de la vida.

 

PALABRAS CLAVE: Psicología Vocacional. Adolescencia. Elección Vocacional. Asesoramiento Vocacional.

 

ABSTRACT | INTRODUCTION: Vocational counseling is a technical-scientific intervention that aims to help adolescents, through individualized sessions, reflect on their personal and contextual characteristics, favoring career choices aligned with their life projects. OBJECTIVE: To analyze the experiences of adolescents during the vocational choice process and their perceptions of vocational counseling. METHODOLOGY: This is a qualitative study. Data were collected through semi-structured interviews conducted before and after vocational counseling with five high school seniors at the Escola Secundária Eduardo Mondlane. Thematic analysis was used for data processing. RESULTS: Experiences of dissatisfaction, indecision, doubts, lack of self-knowledge, and uncertainty were identified among adolescents in the vocational choice process. Faced with these challenges, adolescents can base their decisions on their performance in specific subjects in their current education. Although decisions based on these criteria may lead to a certain degree of conformity, the reports indicate that a degree of dissatisfaction still persists. It was also observed that vocational counseling is perceived as an effective process for overcoming uncertainties, fears, and lack of self-knowledge, in addition to promoting the learning of new skills and decision-making that is more consistent with life plans. FINAL CONSIDERATIONS: It is essential that counselors be attentive to the specificities of adolescents and their social and contextual realities. The results of this study reveal the relevance of vocational counseling in adolescence and suggest the development of more comprehensive research on the complexities and mechanisms involved in the vocational decision-making process at this stage of life.

 

KEYWORDS: Vocational Psychology. Adolescence. Vocational Choice. Vocational Counseling.

 

Como citar este artigo: Guambe T. M., & Nhabomba, A. L. (2026). Escolha vocacional na adolescência: experiências e percepções sobre aconselhamento vocacional. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, 15, e6452. https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.2026.e6452

 

Submetido 1 set. 2025, Aceito 7 nov. 2025, Publicado 18 mar. 2026

Rev. Psicol. Divers. Saúde, Salvador, 2026;15:e6452

https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.2026.e6452

ISSN: 2317-3394

Editoras responsáveis: Mônica Daltro, Marilda Castelar

 

Título curto: Escolha vocacional na adolescência

Título corto: Elección vocacional en la adolescência

Short title: Vocational choice in adolescence

 

Introdução

 

Na sociedade moçambicana, o último ano do ensino secundário corresponde à 12ª classe e, geralmente, envolve adolescentes. Bohoslavsky (2015) afirma que a escolha vocacional ocorre na adolescência, quando o indivíduo busca definir não apenas o que fazer, mas também quem deseja ser e quem não deseja ser. Aliado a isso, Costa Junio (2020) defende que a escolha vocacional exige cuidados especiais devido a sua importância no adolescente e seu futuro, ressaltando-se necessidade de uma formação crítica que auxilie o aluno a tomar uma decisão de carreira informada e consciente.

 

Adolescência é o centro da construção de identidade no processo de desenvolvimento humano. E a construção da identidade é uma atividade psicossocial complexa, acompanhada por ansiedade, crises e confusão de identidade (Papalia & Feldman, 2013). Esses fenômenos psicológicos podem ser destacados na adolescência moçambicana, mas é nesse período que o indivíduo é chamado a realizar a sua escolha vocacional. Chibemo e Canastra (2017) defendem que, no momento da escolha, vivências adversas podem ser experimentadas, pois o adolescente moçambicano tem de gerir suas aspirações e as expectativas familiares, para posteriormente conciliar com a realidade socioeconómica e de empregabilidade do país.

 

Escolher uma alternativa de carreira implica sacrificar as outras, tornando a decisão de carreira um ato de coragem que envolve não apenas definir um caminho profissional, mas também submeter-se a um processo emocional (Zikic, 2022). Associando com essa perspectiva, no contexto moçambicano, relatos preliminares indicam que a escolha vocacional não assistida gera dilemas no adolescente, quem geralmente ainda se encontra no processo complexo de consolidar a sua identidade, podendo levá-lo a atrasar a tomada de decisão profissional.

 

Embora o aconselhamento vocacional seja reconhecido como um mecanismo importante para ajudar os adolescentes a ultrapassarem conflitos emocionais durante a escolha de profissão, favorecendo segurança e escolhas vocacionais conscientes (Macêdo, 2022), ainda é um método pouco explorado e a sua prática no contexto educacional moçambicano é pouco significativa. Complementando, Farao e Plessis (2024) afirmam que a falta de orientação e aconselhamento de carreira adequados pode levar a escolhas vocacionais problemáticas e afetar a empregabilidade, pois o adolescente poderá enfrentar dificuldades para atingir a autoeficácia na busca por emprego.

 

Face a complexidade psicossocial vivenciada na adolescência associado ao fato de que é nesse período que o sujeito precisa realizar a escolha vocacional, bem como a insuficiência de práticas de aconselhamento vocacional no contexto moçambicano, julgou-se relevante realizar este estudo para analisar como os adolescentes finalistas do ensino secundário público experienciam o processo de escolha vocacional e que percepções o processo de aconselhamento vocacional pode proporcionar nesse contexto. Assim, tomou-se como objetivo do manuscrito a descrição das experiências do adolescente perante a escolha vocacional e suas percepções sobre o aconselhamento vocacional.

 

Metodologia

 

Trata-se de uma pesquisa qualitativa de corte transversal realizado no âmbito da experiência prática em aconselhamento vocacional, no período de setembro à dezembro de 2024, com alunos da 12ª classe na Escola Secundária Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo, em Moçambique. Segundo Minayo (2009), a pesquisa qualitativa possibilita estudar indivíduos ou um grupo social através de um universo de significados, aspirações e vivências, entrando num espaço mais profundo das varáveis de estudo, sem reduzi-las a operações matemáticas.  

 

Foram realizadas entrevistas semiestruturadas para coleta de dados. As entrevistas semiestruturadas visam colher percepções, sentimentos e experiências, utilizando um roteiro flexível de perguntas, que permite ao entrevistado responder às questões colocadas em seus próprios moldes (Minayo, 2009). As entrevistas foram feitas em dois momentos distintos:

 

(i) Momento pré-aconselhamento – foram coletados dados sobre as experiências que emergem do processo de escolha vocacional na adolescência, antes do início de aconselhamento.

 

(ii) Momento pós-aconselhamento – foram recolhidos dados referentes às percepções dos participantes sobre o processo de aconselhamento, após a sua conclusão.

 

Realizar as entrevistas em dois momentos justificou-se pela necessidade de analisar a evolução das vivências e percepções dos participantes ao longo do processo de escolha vocacional. Essa abordagem também permite fazer uma comparação entre a forma como os adolescentes experienciam o processo de escolha vocacional sem e com orientação estruturada, favorecendo um mapeamento das transformações subjetivas que podem decorrer do aconselhamento.

 

Para o tratamento dos dados, recorreu-se a técnica de análise temática, escolhida pela sua flexibilidade e capacidade de fornecer um conjunto detalhado de resultados qualitativos através de um comportamento imersivo e reflexivo com os dados. A análise temática procura analisar e relatar temas identificados num conjunto de dados por meio de sua organização detalhada, ajudando a entender significados, experiências e perspectivas que emergem das informações coletadas (Braun & Clarke, 2006). Após a análise dos dados, foram criadas duas categorias temáticas para integrar as experiências e percepções identificadas, considerando os objetivos do estudo: (i) experiências dos adolescentes no processo de escolha vocacional e (ii) percepções dos adolescentes sobre o aconselhamento vocacional.

 

Seleção dos participantes

 

Participaram do estudo cinco adolescentes que cursavam o último ano do ensino secundário da escola anteriormente referida. Foram incluídos apenas os estudantes que haviam se inscrito voluntariamente para receber o aconselhamento vocacional. Tal critério de seleção foi adotado para assegurar a segunda fase das entrevistas que visava colher as percepções dos adolescentes sobre o aconselhamento vocacional, após a conclusão do processo.

 

Modelo do aconselhamento vocacional

 

O aconselhamento vocacional realizado com os participantes baseou-se no modelo psicológico de Yost e Corbishley (1987), que orienta o desenvolvimento de intervenções estruturadas voltadas à exploração do self vocacional e à tomada de decisão de carreira. Os processos foram conduzidos de forma individual e o número das sessões dependeu do ritmo e das necessidades de cada adolescente, mas a duração média era de uma hora. Este modelo compõe as seguintes etapas:

 

(i) Etapa I – Avaliação das necessidades do cliente e estabelecimento de metas: consistiu na apresentação do orientador e na recolha de informações pessoais, académicas e profissionais dos adolescentes. Procurou-se identificar as suas expectativas, preocupações e valores relacionados à escolha de carreira. O orientador esclareceu os objetivos, riscos e benefícios do processo, explicando os direitos e deveres dos participantes. Por fim, foram definidas as metas do aconselhamento e estabelecido o contrato de trabalho que orientou as etapas subsequentes.

 

(ii) Etapa II – Promoção do autoconhecimento do cliente: o foco foi promover o autoconhecimento dos adolescentes em relação aos seus interesses, valores, capacidades e preferências profissionais. Foram realizadas atividades reflexivas e exercícios vocacionais que ajudaram os participantes a reconhecer as suas potencialidades e limitações, relacionando-as com possíveis áreas de atuação. Essa etapa constituiu a base do processo, pois o autoconhecimento é fundamental para escolhas profissionais mais conscientes e consistentes.

 

(iii) Etapa III – Desenvolvimento e refinamento de alternativas apropriadas de carreira: os adolescentes foram incentivados a identificar diversas alternativas de carreira compatíveis com os seus perfis e expectativas. Posteriormente, orientador e participantes analisaram e refinaram essas opções, reduzindo-as a um conjunto de alternativas mais viáveis. Esse processo de seleção baseou-se na análise dos interesses e valores individuais, permitindo aos participantes perceberem as opções de carreira mais coerentes com as suas motivações e objetivos pessoais.

 

(iv) Etapa IV – Ajudar o cliente a fazer escolha: o orientador auxiliou os participantes no processo de escolha vocacional, promovendo reflexões críticas sobre as alternativas identificadas. Foram realizados exercícios de comparação entre as opções, análise das vantagens e desvantagens e projeções sobre o futuro profissional. O orientador assumiu uma postura facilitadora, encorajando os adolescentes a tomar decisões de forma autónoma e responsável, reconhecendo que cada escolha traz implicações pessoais e profissionais.

 

(v) Resolução de possíveis problemas: esta não é uma etapa propriamente dita, é uma atividade que pode ser realizada a qualquer momento do aconselhamento vocacional, dependendo da realidade do orientando. Consiste em identificar e discutir eventuais obstáculos que podem interferir na decisão vocacional, tais como insegurança, dúvidas pessoais, pressão familiar ou limitações socioeconómicas. Neste exercício, o orientador ajuda o orientando a compreender as causas dessas dificuldades e a desenvolver estratégias de superação. E, se necessário, são fornecidas orientações adicionais ou encaminhamentos a serviços especializados, de modo a garantir que tais fatores não prejudiquem o avanço do processo de escolha vocacional.

 

(vi) Etapa V – Elaboração do plano de carreira: consistiu na construção de um plano de carreira personalizado, elaborado em conjunto entre o orientador e os participantes. Esse plano seguiu as tipologias propostas por Yost e Corbishley (1987): o plano linear, com trajetória estável e previsível; o flexível, que permite ajustes conforme novas oportunidades; e o múltiplo, que integra diferentes áreas de interesse. O plano de carreira serviu como instrumento prático de orientação, auxiliando os adolescentes a traçar metas e ações concretas para o seu futuro profissional.

 

Cuidados éticos

 

Foi oferecido o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE) para os adolescentes participantes do estudo, por se tratar de menores de idade segundo o contexto nacional moçambicano. O TALE visou explicitar o objetivo, local, métodos, possíveis riscos e os benefícios do estudo, incluindo a elaboração deste artigo. A experiência prática em aconselhamento vocacional, âmbito no qual se realizou este estudo, foi credenciada em 19 de agosto de 2024 pela Faculdade de Educação da Universidade Eduardo Mondlane.

 

Foram assegurados a privacidade, o sigilo e a confidencialidade na pesquisa. Para garantir a privacidade os dados foram coletados em local reservado, que oferecia condições de anonimato e segurança aos participantes. O sigilo e a confidencialidade foram preservados mediante a restrição do acesso às informações recolhidas, disponíveis exclusivamente aos pesquisadores e devidamente armazenadas em softwares protegidos por senhas de segurança.

 

Resultados e discussão

 

Experiências dos adolescentes no processo de escolha vocacional

 

Conformismo e insatisfação

 

A escolha vocacional caracteriza-se por uma dualidade entre o conformismo diante de decisões tomadas sem orientação sistemática e a insatisfação que impulsiona a busca por opções mais coerentes com os projetos de vida profissional. Tal dualidade evidencia que os adolescentes acabam por se conformar com as escolhas realizadas sem uma orientação estruturada. Mas, como ilustra o depoimento a seguir, tais decisões podem deixar uma margem de insatisfação.

 

“[...] Eu estava relaxada com a minha escolha de curso, mas não tão satisfeita.” (A.1)

 

Esse fragmento de entrevista dá uma noção de que pode haver pouca assertividade nas decisões vocacionais dos adolescentes, fato argumentado por Rosseto et al. (2022), que levaria a uma insatisfação com a escolha idealizada. No entanto, a afirmação conclusiva dessa perspectiva possui pouco sustento neste estudo devido á limitações nos dados. Mas a coexistência do conformismo e insatisfação é um aspecto que merece atenção na exploração de fatores de reconsiderações de carreira e desistências acadêmicas, pois diante da insatisfação o adolescente poderá tender a buscar novas opções de carreira à medida que vivenciar situações de desajuste no contexto real da atual escolha. Bohoslavsky (2015) já defendia que o adolescente pode enfrentar tensões e vivenciar conflitos internos que podem impactar na segurança e satisfação com a escolha realizada.

 

Clareza versus dúvida

 

Conhecer a si mesmo é um fator fundamental no processo de decisão vocacional. E a sua escassez pode afetar a capacidade dos adolescentes de tomarem as suas decisões de carreira, ocasionando vivências de indecisão vocacional. Relatos abaixo indicam que os adolescentes reconhecem o autoconhecimento como um elemento necessário para realizar escolhas mais coerentes e ultrapassar os desafios inerentes a tal processo de escolha.

 

“Já que é a primeira vez que irei concorrer, ainda é tudo novo para mim. Para decidir, eu preciso entender melhor sobre o que quero seguir, o que devo fazer, ter a certeza se é isso o que quero ou não.” (A.4)

 

“Não é difícil escolher, só é difícil fazer quando não se conhece.” (A.1)

 

Estudos reforçam a relevância do autoconhecimento para a escolha vocacional, destacando que a sua falta pode gerar dúvidas e momentos de ansiedade, pois o adolescente teme fazer uma escolha inadequada (Riba & Goswami, 2024; Acuna, 2020). E reconhecer o papel do autoconhecimento para a tomada das decisões de carreira pode refletir a importância do aconselhamento vocacional, que é um método reconhecido para estimular reflexões pessoais e promover o conhecimento do self vocacional. Por outro lado, embora tivessem alguma noção sobre suas vocações, os participantes ainda relataram vivências de dilemas para tomar decisões vocacionais, conforme observa-se nos fragmentos abaixo.

 

“Eu já tenho na cabeça o que quero fazer, mas talvez eu devo pensar ainda mais naquilo que devo seguir e não só naquilo que eu quero.” (A.3)

 

“[…] Está bem que eu tenho ideia do que eu quero seguir, mas ainda estou com algumas dúvidas sobre aquilo que realmente queria.” (A.5)

 

Relatar que a dúvida sobre a alternativa de carreira escolhida sem assistência estruturada contrapõe-se à clareza vocacional pode ser uma evidência dos contornos da reorganização da identidade que caracteriza a fase da adolescência, sendo, ao mesmo tempo, o momento em que o adolescente encontra a necessidade de tomar a sua decisão de carreira (Papalia & Feldman, 2013; Bohoslavsky, 2015). Resultados do estudo de Farao e Plessis (2024) mostraram que os adolescentes podem experienciar incerteza e hesitação quando são frequentemente questionados sobre as suas escolhas de carreira.

 

Interesses pessoais versus expectativas externas e empregabilidade

 

Conflitos para conciliar os fatores internos e externos envolvidos na escolha vocacional surgem na medida em que os encarregados de educação tendem a definir projetos de vida profissional para os adolescentes, ignorando os seus interesses pessoais. Associado a isso, os relatos revelam que a realidade do mercado de trabalho no contexto moçambicano molda as experiências do adolescente no processo de escolha vocacional.

 

“O complicado é equilibrar o que eu gosto, o que os outros acham que eu deveria escolher e as oportunidades de emprego em cada curso.” (A.5)

 

“Meus tios querem que eu entre na vida militar, mas não me interessa.” (A.2)

 

Esses achados remontam diversos estudos que identificaram a influência familiar e de pares na decisão vocacional, que pode ocorrer diretamente quando o sujeito recebe sugestões de carreira ou, indiretamente, quando ele decide seguir a carreira do seu modelo profissional na família (Charara et al., 2024; Paloş & Drobot, 2010; Fernandes & Rawatlal, 2024). Enquanto isso, parte dos achados do estudo de Fernandes e Rawatlal (2024) também demonstraram que a empregabilidade é outro fator importante na escolha vocacional visto que os seus participantes relataram a ideia de escolher carreiras que forneceriam maior segurança no emprego. E os depoimentos acima evidenciam que os participantes vivenciaram dilemas ao tentar conciliar as suas aspirações com as expectativas dos outros e oportunidades de emprego.

 

Incerteza vocacional

 

Como evidenciam os fragmentos abaixo, a participante relatou uma vivência de incerteza vocacional, onde ela tenta integrar as competências percebidas com o seu interesse profissional. Esse relato pode implicar a reduzida exploração de alternativas de carreira, o que leva o adolescente a querer decidir sua carreira profissional com base numa competência particular, sustentada pelo seu desempenho e rendimento escolar. E, embora a participante relate conformismo com a escolha, em contraposição, refere não estar satisfeita com a decisão tomada.

 

Tal fato ocorre porque as disciplinas do ensino secundário abrangem uma variedade de áreas de estudo que exigem habilidades diferenciadas. Além disso, o desempenho em uma disciplina específica nem sempre pode-se traduzir em prazer na prática da profissão, pois aspectos como condições de trabalho, rotina e valores pessoais devem ser analisados no momento da escolha.

 

“Eu me pergunto – ‘Será que vai dar certo? Só posso fazer inglês porque sou boa em inglês.’ [...] Eu estava relaxada com a minha escolha de curso, mas não tão satisfeita.” (A.1)

 

Savickas (2013), o percursor atual da teoria da construção de carreira, já apontava que o processo de escolha vocacional pode gerar ansiedade de decisão quando o adolescente se sente incerto quanto a sua escolha ou pressionado a decidir antes de entender plenamente os seus interesses e motivações. Nesse sentido, a experiência da participante A.1 reforça a importância de aconselhamento vocacional como espaço de orientação reflexiva, que ajuda o adolescente a reconhecer suas competências em múltiplas dimensões e a ampliar a variedade de opções.

 

Percepções dos adolescentes sobre o aconselhamento vocacional

 

Segurança e autoconfiança

 

Nos relatos abaixo, pode se constatar que os participantes perceberam o aconselhamento vocacional realizado como uma intervenção eficaz para ultrapassarem os medos, as incertezas e a ansiedade que vivenciavam ao idealizar as suas escolhas de carreiras. Acima da simples elaboração de vivências, os adolescentes relataram que tal aconselhamento proporcionou sentimentos de segurança e autoconfiança com as decisões vocacionais. E, ao evidenciarem a superação de medos e ansiedade, esses resultados ressaltam os desafios enfrentados na escolha vocacional e sustentam a importância da orientação vocacional estruturada nessa fase.

 

“Gostei dos métodos e das perguntas, me ajudou a enfrentar os meus medos. Eu tinha medo, mas já não tenho. Agora tenho certeza daquilo que quero fazer, estou confiante.” (A.1)

 

“Senti-me mais segura sobre minha escolha de carreira. Isso me deixou mais animada e estou ansiosa para admitir e começar a estudar.” (A.4)

 

 

“Eu cheguei meio perdido e ansioso sobre o que faria, mas fui eliminando algumas dúvidas que tinha. Me deixou mais confiante para fazer escolhas com clareza.” (A.5)

 

Acuna (2020) sustenta que o aconselhamento vocacional de adolescentes estimula uma série de aspectos necessários para elaboração de projeto de vida. Além de fornecer suporte psicológico e fortalecer autocapacitação, promove autoconfiança nas decisões que forem tomadas. É nesse contexto que Shah et al. (2021) enfatizam a urgente necessidade de recursos de orientação e aconselhamento vocacional aos finalistas do ensino secundário, pois segundo Patel e D’mello (2024), um estudante bem orientado em termos de carreira assume a direção da sua vida e tal fato contribui na saúde integral do adolescente ao minimizar experiências de incerteza e ansiedade.

 

Planificação

 

Ao falar das suas percepções, um participante relatou que o aconselhamento vocacional foi uma oportunidade para ele refletir sobre o próprio futuro e organizar melhor os passos da sua carreira, conforme demonstra o fragmento abaixo. Essa percepção sugere que o aconselhamento contribui para promoção da consciência e intencionalidade nas decisões de carreira, fazendo com que o adolescente tenha um olhar crítico na construção do seu percurso profissional.

 

“[…] Aprendi a pensar mais sobre meu futuro e a planejar melhor os passos que preciso dar.” (A.4)

 

Esse achado converge com o estudo de Fitzenberger et al. (2020), que demonstrou que o aconselhamento vocacional nas escolas secundárias favorece a formulação de planos de carreira mais definidos e realistas, auxiliando os estudantes a compreenderem melhor as opções disponíveis e articular com seus interesses e capacidades. Segundo os autores, a qualidade e diversidade das orientações recebidas influenciam significativamente na clareza e consistência dos planos futuros dos adolescentes. Assim, quanto mais personalizado e reflexivo for o acompanhamento, maiores são as chances de os participantes desenvolverem competências de planificação e tomada de decisão.

 

Tomada de decisão

 

A tomada de decisão é uma das últimas atividades no processo aconselhamento e na escolha vocacional. Os resultados abaixo revelam que o aconselhamento vocacional não apenas proporcionou habilidades para tomada de decisões vocacionais aos adolescentes, mas também permitiu que eles entendessem os esforços e requisitos para uma tomada de decisão consciente.

 

“Aprendi a ter confiança em tomar decisões enquanto estou bem informado, e não tomar decisões de qualquer maneira.” (A.5)

 

“Ajudou-me a ver as coisas de uma forma diferente, e isso facilitou minha decisão.” (A.4)

 

“Aprendi que devo tomar decisões olhando para o passado, presente e futuro, senão vou cometer o erro de agir tendo em conta as coisas do presente, enquanto essa decisão é mais para o futuro.” (A.3)

 

Esses resultados aproximam-se aos achados de Riba e Goswami (2024) que constataram que os estudantes que recebem uma orientação para a escolha vocacional relatam maiores habilidades de tomada de decisões vocacionais. Tal perspectiva reforça os argumentos de Correa et al. (2025) de que o objetivo do aconselhamento vocacional não é fornecer respostas prontas, mas auxiliar os sujeitos a alcançarem a maturidade vocacional e planejarem o seu futuro de forma crítica e autônoma. E, particularmente em adolescentes, tal aconselhamento deve promover momentos de avaliação profunda das decisões de carreira, pois as suas emoções, expectativas e idealizações sobre profissões podem estar exacerbadas.

 

Clareza vocacional

 

Como revelam os depoimentos abaixo, os participantes relataram que, a partir do processo de aconselhamento, conseguiram ultrapassar os aspectos emocionais que anteriormente dificultavam as suas decisões vocacionais, como medos, inseguranças e experiências da falta de autoconhecimento. Essas percepções permitem constatar que, ao aliviar-se das tensões vocacionais, o adolescente passa a identificar os seus interesses e objetivos profissionais com mais clareza.

 

“Minha ansiedade diminuiu porque agora tenho um plano claro em mente.” (A.5)

 

“Eu me senti apoiada e consegui entender melhor o que queria. Depois do aconselhamento, percebi que melhorei em algumas coisas simples, como saber o que eu realmente gosto e como fazer escolhas.” (A.4)

 

Tais excertos aproximam-se à constatação de Costa Junio (2020) de que o aconselhamento vocacional pode impactar o presente e o futuro na vida das pessoas, auxiliando a realizar escolha de caminhos profissionais apropriadas, dentre uma variedade de alternativas de carreira que existe. O aconselhamento proporciona ao adolescente uma oportunidade de descobrir suas melhores habilidades e aspirações para reformular e ressignificar a sua vida.

 

Autoconhecimento

 

Como relatou o participante A.5, ao passar por aconselhamento vocacional ele começou a ter consciência do seu projeto de vida e melhorou o conhecimento de si mesmo. Tal relato pode salientar os contornos da reorganização de identidade que ocorre na adolescência, que podem fazer o sujeito chegar ao momento de escolha com pouco conceito de si. Isso permite observar que o aconselhamento não é apenas um método informativo, mas também é um espaço para os adolescentes experimentarem uma consolidação simbólica do autoconceito.

 

“Hoje já sei o que eu quero do meu futuro. É como se eu me conhecesse melhor agora do que antes.” (A.5)

 

Esse achado encontra fundamento na perspectiva de Macêdo (2022), quando refere que aconselhamento vocacional promove o autoconhecimento, proporcionando oportunidade de refletir sobre próprias habilidades, interesses e valores ao adolescente. Macêdo ressalta que o processo de aconselhamento possibilita uma compreensão mais profunda dos sujeitos sobre si mesmos e sobre a realidade profissional. Ademais, ao explorar suas potencialidades e alinhar suas escolhas com suas características individuais, os adolescentes fortalecem as suas identidades pessoais e adquirem maior segurança na tomada de decisões.

 

Limitações

 

Este estudo apresenta certas limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. Uma vez que o número de participantes é reduzido, a possibilidade de generalização dos achados fica restringida, pois as experiências e percepções analisadas refletem contextos individuais e específicos. Ademais, a pesquisa foi realizada em uma única instituição de ensino, o que limita a diversidade de perfis socioculturais e educacionais representados. O estudo também não destaca o levantamento de perfis sociodemográficos, o que não permite analisar as experiências vivenciadas entre os géneros, contextos sociofamiliares e socioeconómicos.

 

Outra limitação refere-se à natureza qualitativa do estudo, que, embora permita compreender em profundidade as vivências subjetivas dos participantes, não possibilita mensurar o impacto do aconselhamento vocacional de forma estatística. Por fim, o intervalo temporal entre as entrevistas pré e pós-aconselhamento foi relativamente curto e, assim, não permite avaliar mudanças mais duradouras nas percepções e decisões dos adolescentes.

 

Considerações finais

 

Constatou-se que os adolescentes que cursam o último ano do ensino secundário público experienciam insatisfação, indecisão, dúvidas, escassez de autoconhecimento e incertezas no processo de escolha vocacional sem orientação estruturada, que afetam a tomada de decisões vocacionais. Percebeu-se também que o aconselhamento vocacional é visto como um meio eficaz para promover a segurança e autoconfiança nas decisões de carreira, bem como facilitar a clareza sobre os aspectos pessoais que formam o autoconceito e autoconhecimento no momento da escolha. Achados demonstram que a intervenção vocacional abriu espaço para os adolescentes refletirem sobre si e seus projetos de vida, promovendo habilidades de tomada de decisão e planificação.

 

Embora haja as limitações mencionadas anteriormente, o estudo oferece contribuições relevantes para a compreensão da complexidade com que a escolha vocacional é vivenciada pelos adolescentes finalistas do ensino secundário, bem como do papel do aconselhamento vocacional nesse contexto e aponta caminhos para futuras investigações com amostras ampliadas e metodologias mistas. Por sua vez, as percepções dos participantes sobre o aconselhamento vocacional realizado evidenciam a diferença que tal intervenção pode marcar na vida dos adolescentes que enfrentam vivências adversas na escolha vocacional.

 

Contribuições dos autores

 

Os autores declararam ter feito contribuições substanciais ao trabalho em termos da concepção ou desenho da pesquisa; da aquisição, análise ou interpretação de dados para o trabalho; e da redação ou revisão crítica de conteúdo intelectual relevante. Todos os autores aprovaram a versão final a ser publicada e concordaram em assumir a responsabilidade pública por todos os aspectos do estudo.

 

Conflitos de interesses

 

Nenhum conflito financeiro, legal ou político envolvendo terceiros (governo, empresas e fundações privadas, etc.) foi declarado para nenhum aspecto do trabalho submetido (incluindo, mas não se limitando a subvenções e financiamentos, participação em conselho consultivo, desenho de estudo, preparação de manuscrito, análise estatística, etc.).

 

Indexadores

 

A Revista Psicologia, Diversidade e Saúde é indexada no DOAJ, EBSCO, Latindex - Catálogo 2.0 e LILACS.

 

Referências

 

Acuna, J. T. (2020). Desenvolvimento de autoconhecimento e projeto de vida na orientação vocacional: um relato de caso. Nova Perspectiva Sistêmica, 29(68), 91-104. https://doi.org/10.38034/nps.v29i68.518

 

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