IMPACTO DA SAÍDA PRECOCE DO LEITO NA ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO

André Pinto Souza Mendes, Giulliano Gardenghi, Alecsandra Aparecida dos Santos, Deise Barboza, Keli Cristina Betto Simões Marcondes, Renan Fernandes Ribeiro

Resumo


Introdução: A osteoartrose é uma doença inflamatória, degenerativa e progressiva que causa dor, incapacidade funcional e imobilidade. Havendo insucesso do tratamento conservador, é indicada a Artroplastia Total de Joelho (ATJ). Objetivos: Analisar o impacto da saída precoce do leito no pós-operatório (PO) e identificar quais motivos retardam esse processo. Metodologia: Estudo prospectivo e experimental com pacientes submetidos a um protocolo de mobilização precoce pós ATJ, de julho/2014 a março/2015. A estatística utilizou testes de Fischer e T de student não pareado. O nível de significância foi de 5% e os dados apresentados como média e desvio padrão. Resultados: Amostra de 30 pacientes, idade 67,5±7,4 anos, 80% sexo feminino, osteoartrose como etiologia para ATJ. O grupo NS (não saíram do leito no 1ºDPO) teve mais dor (PO imediato 6.4±4.1 contra 3.3±3.5, p=0.03; 1°DPO 7.1±3.2 contra 3.8±3.5, p=0.01; 2°DPO 5.7±3.2 contra 2.1±2.4, p=0.00; 3ºDPO 4.6±2.8 contra 1.7±2.4, do grupo SS, p=0.003) que o grupo SS (saíram do leito no 1ºDPO). SS seguiu o protocolo com maior frequência (p=0.003),  a média de permanência hospitalar foi maior no grupo NS (5±2.5 contra 2.8±0.8, p=0.00) e a quantidade de atendimentos de Fisioterapia foi maior no grupo NS (9.5±5.7 contra 4.7±1.7, p=0.00). O motivo mais frequente de impedimento para a saída do leito no 1°DPO foi a não liberação médica (62%), seguido por indisposição, falta de prescrição de fisioterapia e dor. Conclusão: O protocolo foi benéfico em relação à dor, capacidade funcional e tempo de internação, podendo reduzir custos hospitalares.

Palavras-chave


Artoplastia; Prótese do joelho; Fisioterapia; Reabilitação; Deambulação Precoce

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DOI: http://dx.doi.org/10.17267/2238-2704rpf.v7i4.1595

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